sexta-feira, 31 de março de 2017

Projeto CP² na Escola 2017 - uma nova forma de ação



Desde o começo de março, os professores e colaboradores do CP² percorrem as escolas públicas de Jundiaí e região realizando mais uma edição do Projeto CP² na Escola. A convite dos coordenadores e diretores das instituições de ensino, os voluntários da ONG reúnem os segundos e terceiros anos do ensino médio dessas escolas para uma conversa sobre vida acadêmica: formas de entrar na faculdade pública e na particular; a importância do ENEM e como usá-lo para ingressar nos programas SISU, ProUNI e Fies; além das diversas formas de se manter na universidade, como as bolsas estudantis que as faculdades e universidades proporcionam ao aluno com necessidades financeiras, e os programas de estágio, iniciação científica e monitoria, que provém ao universitário um apoio financeiro que pode ser o diferencial para sua permanência nos estudos, mesmo longe de casa, mesmo com poucos recursos.


O projeto nasceu da percepção dos voluntários da ONG de que os jovens oriundos da escola pública apresentam uma deficiência em sua preparação para o vestibular que vai além do conteúdo ministrado todos os dias pelos professores do cursinho. Via de regra, o jovem estudante do sistema público de ensino tem a percepção da universidade como algo inatingível, parte por desconhecimento dos diversos programas já mencionados anteriormente, parte pela falta de exemplos em seu núcleo familiar ou de amigos.

"Na escola pública que estudei, nunca tive uma orientação sobre vestibulares e universidades. Até então, isso era um mundo totalmente estranho" 

(Matheus Buosi, professor de biologia do CP² e formado no ensino médio por uma escola pública de Jundiaí)

"Eu gostaria que alguém tivesse me contado todas essas coisas que contamos aos alunos que nos assistem quando eu estava no colégio"

(Mayara Miranda, ex-aluna do CP² e atual colaboradora da ONG)

Prof. João Paulo, EE Barão de Jundiaí (bairro Colònia)

Dessa forma, os voluntários do CP² se debruçaram em formas de mostrar a esses jovens que, independentemente de tornarem-se futuros alunos da ONG ou não, a universidade é um possível caminho a ser trilhado, numa tentativa de descartar os estigmas que eles podem ter carregado ao longo de sua formação.

"O CP² na Escola é a forma que encontramos de combater a problemática da desigualdade de acesso ao ensino superior por uma outra vertente, mais inicial e primária do que o que realizamos cotidianamente no cursinho: o empoderamento do jovem aluno da escola pública, a criação de uma perspectiva maior e, embora talvez mais difícil, tão possível quanto para o jovem formado pelo ensino particular"

(Rafael Galeoti, vice-presidente e professor de geografia do CP², formado no ensino médio por uma escola pública da região)

"O CP² na escola ajuda esses alunos de escolas públicas a levantarem as mãos, por conta própria, e removerem a venda de seus olhos, possibilitando que enxerguem até onde conseguem chegar"

(Matheus Buosi)

Mayara Miranda, EE Coronel Siqueira de Moraes (Centro)

Ao final de cada apresentação, os voluntários percebem que as informações passadas fizeram diferença. A reação dos alunos que os recebem é sempre de surpresa, pelo desconhecimento de tudo o que é falado, e em alguns casos pela mudança de percepção de horizontes que é atingida. Não raro, os alunos comentam com os voluntários que se sentiram motivados a continuar os estudos após o término do ensino médio.

"Se ao final de cada apresentação tivermos tocado ao menos um ou dois alunos, já teremos a sensação de dever cumprido. Não temos a pretensão de achar que esse projeto não é um 'trabalho de formiguinha'"

(Rafael Galeoti)

Professores e colaboradores na EE Jurandyr de Souza Lima (bairro do Traviu)

Assumindo esse formato em 2016, o Projeto CP² na Escola já rende frutos notáveis. Ao revisitar as escolas que receberam nossos voluntários no ano passado, é corriqueiro que os coordenadores e diretores das instituições nos relatem que a visita anterior "implantou a ideia" em um determinado número de alunos, e que alguns deles conseguiram ingressar na universidade em 2017. Além disso, mais de cinquenta candidatos a alunos do CP² esse ano preencheram a ficha de inscrição dizendo que conheceram nossa ONG pela apresentação do projeto no ano anterior.

Prof. Rafael Galeoti, EE Bispo Dom Gabriel Paulino Bueno Couto (Centro)

"Visitamos escolas distantes, em bairros afastados, e até em cidades vizinhas de Jundiaí. A logística é imensa, com diversas variáveis como o agendamento da data da visita com a coordenação da escola, a disponibilidade de cada voluntário, o transporte, o uso de nossos equipamentos de mídia. Tudo vale a pena para buscar aquele jovem sem ideia de seus horizontes, mas nem por isso é fácil"

(Rafael Galeoti)

Prof. Giovanni, EE Prof. Getúlio Nogueira de Sá (bairro Caxambu)

O trabalho ainda não acabou. Até agora, já visitamos mais de 12 escolas públicas de Jundiaí e região, e temos diversas outras visitas agendadas. Ao longo do ano, estimamos que teremos conversado com pelo menos 2 mil alunos da rede pública de ensino. Saiba como apoiar o cursinho e o Projeto CP² na Escola clicando aqui.

Prof. Rafael Galeoti, EE Profa. Albertina Fortarel (bairro Eloy Chaves)



Senhores(as) diretores(as) de colégios públicos de Jundiaí e região: se é do seu interesse receber o Projeto CP² na Escola em sua escola, envie-nos uma mensagem ou escreva diretamente para contato@cursinhocp2.org.br.

A ONG Cursinho Prof. Chico Poço é uma organização civil sem fins lucrativos, que visa anualmente investir em sonhos de centenas de jovens de Jundiaí e região. Trata-se de um cursinho pré-vestibular popular, que tem como público-alvo estudantes que desejam ingressar em uma universidade de qualidade, porém não apresentam condições financeiras para preparar-se fazendo outros cursinhos pagos.

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COMO O CP² FUNCIONA

Voluntários

São mais de 50 voluntários trabalhando todos os dias pela educação

Grade horária

Aulas de segunda a sexta, das 19h às 23h, e também aos sábados, com plantões diários

Simulados e eventos

Preparamos os nossos vestibulandos formal e informalmente, com provas simuladas e eventos que incentivam os alunos

120

vagas para alunos

82

aprovações
can